| Livros e filmes com uma visão romântica dos lavores |
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Os lavores têm desde sempre uma representação muito romântica em Artes como a Pintura, a Literatura ou o Cinema. A costura, os bordados, as rendas entre outros lavores tradicionais são retratados de uma forma doce e melancólica, convidando-nos à instrospecção. Gosto particularmente dessa representação. Ajuda-me a serenar. Por isso, resolvi comentar aqui no blog da nossa Comunidade alguns filmes e livros que retratam os lavores desse modo e que apreciei particularmente. Faço-o para destacar a beleza e a poesia dos projectos criativos aí retratados, porque normalmente tendem a passar despercebidos no conjunto da obra. Faço-o também na esperança de que a nossa comunidade e os nossos leitores queiram comentar e aproveitar a oportunidade para partilhar connosco sugestões de outras leituras e filmes do mesmo género. São três as obras de que me recordo assim de momento. É o caso do filme Stepmom, realizado em 1998 por Chris Columbus, com Susan Sarandon, Julia Roberts e Ed Harris nos papéis principais. Quem ainda não viu o filme pode ficar descansado, pois não o vou contar. Não pretendo estragar o momento a ninguém. Quero apenas chamar a atenção para as recordações oferecidas às crianças no final. Aquela capa de mágico e aquela colcha repletos de segredos, tesouros e recordações inspiram-me. É o encanto do quilt e da estampagem. Ponto após ponto, a obra de uma vida fica descrita em tecido. Podia ficar num diário ou num album de fotografias, mas é tão significativo ficar nos retalhos que marcaram cada momento especial. Para quem gosta de coser e de quilts são ideias que inspiram à criação de presentes únicos. Sempre que vejo o filme, prometo a mim própria que um dia farei algo semelhante... Ainda na área dos quilts, descobri muito recentemente How to make an american quilt, um filme realizado em 1995 por Jocelyn Moorhouse, com Wynona Rider no papel principal. Com os retalhos das vivências, experiências e sensibilidades de várias mulheres, presenteia-se uma jovem com a coragem e a sabedoria necessárias para iniciar uma nova etapa da existência e do desenvolvimento pessoal. Um filme que nos inspira a usar a arte do quilt e a arte de viver como forma de expressão artística para criar Arte. Finalmente, chamo a atenção para o romance Como água para chocolate , de Laura Esquível (editado pelas Edições ASA em Portugal) e o filme com o mesmo nome baseado na obra e realizado por Alfonso Arau em 1992, contando com Marco Leonardi e Rumi Cavazos nos papéis principais. Nesta obra o lavor é o Croché, mas tal como nos quilts anteriores retrata a forma como se tece a vida entrelaçando na agulha as alegrias, mágoas, ansiedades, epifanias, revoltas, desesperos e restante turbilhão de emoções para personalizar a gigantesca colcha da existência. Assim vos deixo estas reflexões sem qualquer pretensão, que não seja a de vos abrir o apetite para ver ou rever (ler ou reler) estas obras, na perspectiva de quem se inspira e encanta com a beleza dos lavores. Aproveitem para comentar as vossas impressões aqui. Além dos vossos comentários, aproveitem também para nos sugerir outras obras literárias ou cinematográficas que considerem inspiradores neste contexto. Gostaríamos muito de compilar uma colecção de títulos pertinentes. Desde já agradecemos a todos os que participarem e contribuírem!
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